





capítulo 01
A narrativa oficial do IBGE (1959) cita apenas os “desbravadores” brancos: Calixto, Alcântara e outros sertanistas.
Não há menção a povos indígenas nem à presença negra.
Apesar disso, a chegada de pessoas negras em 1888 é registrada por Celso Rossi (2010) e Aimone (1975; 1988), embora não seja abordada oficialmente pelo Estado e município.
Descrição colagem: cima pra baixo, retratos de Coronel Alcantara, Calixto e Luis Setti; abaixo grupo de mulheres brancas pertencentes a um grupo denominado “bandeirantes”, ao lado uma mulher assina um papel; acima, maria fumaça passa sobre ponte do rio paranapanema Ourinhos/Jacarezinho; ao fundo memorial aos fundadores de jacarezinho
A Terra Indígena Laranjinha, Tekoá Pinhalzinho e Tekoá Ywy Porã são territórios indígenas com presença marcante na história do nordeste do Paraná.
Durante a reocupação do nordeste do Paraná por grupos considerados “pioneiros” e a continuidade das práticas de tutela e controle sobre os povos indígenas da região, essas áreas passaram a receber populações deslocadas de Jacarezinho e Cambará, oriundas do antigo Aldeamento colonial São Pedro de Alcântara (atual Jacarezinho) Sedassari (2025).
Descrição colagem: mapa de terras indígenas localizadas ao norte do paraná; liderança Guarani Ñandeva recebe a visita de Ailton Krenak em seu território, na Terra Indigena Itariri (Instituto Socioambiental, 1984)
O termo “norte pioneiro” cria a ideia de “vazio demográfico” (Mayrinck, 2021).• Isso apagou indígenas e reduziu a presença negra a notas marginais da história.
A história oficial é incompleta, mas só para uma parte da população.
O que aprendemos sobre a origem da cidade vem de uma única perspectiva: branca.
Descrição colagem: ao fundo, jornal antigo de jacarezinho escrito “O Norte do Paraná”, abaixo, uma família negra reunida para tirar um retrato, entre os elementos, a sombra de duas pessoas indígenas, uma usa cocar e flecha e a outra segura uma maraca.
AIMONE, Thomaz. Jacarezinho, seus Pioneiros desbravadores e os que labutaram para o progresso desta terra. Jacarezinho, 1975.
AIMONE, Thomaz. Meu ginásio Rui Barbosa de Jacarezinho. Jacarezinho, 1988.
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Guarani Ñandeva. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_%C3%91andeva. Acesso em: 17 dez. 2025.
MAYRINCK, Vanessa Fernanda. História, memória e patrimônio cultural: uma articulação entre o ensino de história e a educação patrimonial no município de Jacarezinho (PR). Dissertação (Mestrado em Educação Básica) – Universidade Estadual do Norte do Paraná, Campus Jacarezinho, 2021. Disponível em: https://uenp.edu.br/mestrado-educacao-tcc-pe/trabalhos-de-conclusao-2020-2021/19794-vanessa-fernanda-mayrinck/file.html. Acesso em: 17 dez. 2025.
ROSSI, Celso. Acervo Celso Rossi. Museu UENP. Disponível em: https://museu.uenp.edu.br/acervo-celso-rossi/photo20180910175645.html. Acesso em: 17 dez. 2025.ROSSI, Celso Antônio. Os trapicheiros de antigamente. Jacarezinho com amor, 19 mar. 2010. Disponível em: https://museu.uenp.edu.br/acervo-celso-rossi/photo20100319165832.html. Acesso em: 27 ago. 2025.
SEDASSARI, Bruna Helena Fonseca da Silva. Relatório autoetnográfico de pesquisa. CNX Produções, Jacarezinho, 2025.
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